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11/30/2005 Abandono
Dei uma abandonada por aqui. Além de eu não ter certeza se quero continuar fazendo o blog, tenho estado muito cansada. Cansada física e emocionalmente. Vai chegando o fim do ano, não aguento mais trabalhar, não aguento mais acordar cedo (coisa que eu detesto, diga-se de passagem), fico sem ânimo mesmo. E o tempo que eu tenho pra fazer o blog é à noite e quando chego em casa à noite, não tenho vontade de fazer nada e coisa pra fazer não falta. Com a chegada do fim do ano, vem junto o Natal, que eu não gosto muito. Tudo que se vê é muito Papai Noel, produtos natalinos, muitas árvores de Natal e muitas luzes. No dia do Natal a gente já não aguenta mais. Falo sobre o Natal um outro dia.
Andei muito triste uns dias atrás, sinto falta de algumas coisas. A tristeza está indo embora aos poucos, os momentos felizes têm invadido o meu coração. Isso porque eu ainda não me cansei de correr atrás. O problema é que eu deixo a ansiedade tomar conta de mim. E eu fico péssima por isso. Fico querendo que tudo se resolva de uma hora pra outra e sei que as coisas não são assim. Tenho tanta coisa ainda pra entender e aceitar. Tenho vivido momentos de extrema tristeza e de extrema alegria. Ainda não achei o meio termo. Será que precisa?
A única novidade que tenho, é que fiquei fora de BH uma semana. Fui trabalhar no Rio, precisava olhar umas coisas por lá, e aproveitei a semana do feriado de 15/11. Fui domingo dia 13 e voltei no outro domingo. Fez dias bonitos, diferente de BH, que só tem chovido. Lá consegui até ir à praia. E ainda levei comigo uma pessoa que eu gosto muito e que ficou comigo de domingo até o dia do feriado.
Na segunda-feira, no final da tarde, fomos ao Corcovado. Tava um dia lindo e de lá vimos toda a cidade, que é literalmente abençoada pelo Cristo Redentor, por tanta beleza natural. Agradeço pela companhia, que é sempre maravilhosa; agradeço pelas palavras, pela compreensão, por ter me ouvido e agradeço principalmente pelos jantares. Tudo estava uma delícia.
Na terça-feira, já sozinha, fui à praia. Depois fui ao shopping dar uma volta e almoçar. Depois fui pra casa, me preparar para o resto da semana. De quarta a sexta, só trabalho. Não consegui resolver todas as coisas que precisava, será necessário voltar. No sábado fui à praia e só saí quando começou a chover.
Domingo, dia de voltar. Pausa rápida em JF para um almoço (gostei do lugar) e pra pegar umas coisas que eu comprei. Carro na estrada, com destino a BH. Fiz uma viagem péssima com muita chuva. Mas cheguei bem.
E cá estou, com muito trabalho e muita coisa pra pensar. Achei que eu fosse ter uma semana tranquila, mas... Tudo parecia muito bem, mas de uma hora pra outra as coisas deram uma piorada. E mais uma vez, a tristeza me pegou. E como! Mas eu vou ficar bem. Preciso aprender a ser feliz sozinha. Preciso aprender que os momentos felizes acabam quando a gente menos espera. Eles não são eternos. Quer dizer, são eternizados por mim, no meu coração. E só.
11/7/2005 Mais amor pra todos nós
Tô aqui hoje, quer dizer, desde ontem, dando uma geral nos meus arquivos, fazendo back-up de algumas coisas, mandando outras pro lixo.... e pensando... se continuo ou não a escrever aqui. Meu blog tá quase fazendo 6 meses, daqui a dois dias... Fiz até um back-up dele. Acho que cansei.
Vim deixar uma poesia que eu achei muito bonita. No penúltimo capítulo da novela America (eu assisto novela quando posso, e adoro, rs rssss), Jatobá recitou uma linda poesia pra Vera durante o casamento deles. Procurei na internet e encontrei. Não conhecia o autor, tentei achar alguma coisa dele, uma biografia e não encontrei. Só achei mesmo a poesia. Isso que dá o romantismo... Isso que eu chamo de amor eterno. Egoísta sim, mas eterno. Depois disso não preciso dizer mais nada.
Cisne Júlio Salusse
A vida, manso lago azul algumasVezes, algumas vezes mar fremente,Tem sido para nós constantementeUm lago azul sem ondas, sem espumas,Sobre ele, quando, desfazendo as brumasMatinais, rompe um sol vermelho e quente,Nós dois vagamos indolentemente,Como dois cisnes de alvacentas plumas.Um dia um cisne morrerá, por certo:Quando chegar esse momento incerto,No lago, onde talvez a água se tisne,Que o cisne vivo, cheio de saudade,Nunca mais cante, nem sozinho nade,Nem nade nunca ao lado de outro cisne!
P.S.: Favor desconsiderar que o blog tá fazendo 6 meses daqui a 2 dias. Mentira. Eu errei nas contas, rs. Acho que já era o sono, só percebi isso agora (07/11/05 - 19:25h). |
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