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6/24/2006 Em ritmo de São João e Copa do Mundo
Já estamos no finalzinho do dia de São João. Adoro festas juninas e ainda não fui em nenhuma. Não gosto das festas juninas chiques, gosto daquelas que são feitas na rua, nos bairros. Muita bandeirinha, fogueira, canjica, pé-de-moleque, correio elegante e quadrilha. Algumas ainda tem até o sanfoneiro. Muito divertido. Melhor ainda são as roupas engraçadas. Infelizmente hoje se vê muito pouco tudo isso. E numa capital, menos ainda.
Eu como boa interiorana, adoro qualquer festa de cidade do interior. Final de semana passado, fui numa festa numa cidadezinha perto da cidade onde eu nasci. Com direito a encontrar os amigos, show da banda Catedral (eu não gosto muito), conhaque e muito frio. Não deu pra beber muito, porque tinha que pegar estrada pra voltar pra casa. Não foi uma festa junina mas foi boa. Interior é sempre muito bom. Não sei se eu moraria novamente, quem sabe? Acho que se fosse por uma boa causa, eu iria sim.
E continuamos em ritmo de Copa. Seleção brasileira classificada pras oitavas de final com jogo no próximo dia 27, em pleno meio-dia. Ninguém merece!!! Mais um dia morto, onde as pessoas só se preocupam com o futebol, nada mais. O resto que se dane. O jeito é entrar no clima e participar da festa. Já disse que eu não gosto de futebol, não torço contra mas não tenho nada a favor. Mas se é para o bem de todos e felicidade geral da nação (rs rsssss), tomara que a nossa seleção entre com muita gana em campo a fim de vencer Gana.
Detalhe: alguns jogos na Copa são imperdíveis. Muuuuiiiiiiito jogador bonito. Inglaterra, Estados Unidos, Itália, Suécia... Enquanto que os nossos, poucos salvam, rs rsss.
Bom, lá se vai outro mês. Os dias estão passando muito rápido. Já estamos no inverno e aqui tem feito noites lindas. Eu continuo pensativa, ansiosa e um tanto quanto rebelde e impaciente. Saudade de algumas coisas e de pessoas, que ficaram pra trás. Presentes no pensamento. Saudade que insiste em ficar. Por mais que eu peça pro vento trazer, não resolve. Será que as pessoas sentem saudade de mim, como eu sinto delas? Outro dia eu venho falar só de saudade. Enquanto isso, vou levando e vivendo.
Agora mesmo estou em casa, acabei de chegar do aniversário de 1 aninho da filha de uma amiga que eu gosto muito. E vou dormir logo, quero acordar cedo pra ir à Feira Hippie. Vou passear. E comprar algumas coisinhas, é claro.
Tô precisando trocar a música daqui. Tô numa fase Legião Urbana. Hoje mesmo ganhei o CD Tributo a Renato Russo. Tem um monte de gente que eu gosto cantando Legião. Muito bom. Por enquanto fica Triumvirat; espero que vcs estejam ouvindo, pois meu micro agora resolveu dar pau e não consigo mais ouvir a música do blog.
Quero agradecer também a todos vcs que vêm aqui e deixam carinho pra mim. Vocês me são importantes e me fazem mais feliz.
6/15/2006 Coisinhas
Só mesmo um feriado pra eu poder vir aqui à esta hora postar alguma coisa. Tava faltando falar de futebol, né. Em plena copa do mundo e não tinha nada aqui ainda sobre o assunto. É que eu não gosto de futebol, não entendo nada e não assisto jogo só porque é copa. Entendo que é uma coisa bacana e que todos gostam. Mas daí tudo parar por causa de um joguinho mais ou menos como foi o último, é meio demais. Acho que nós, brasileiros, não precisamos mais de circo. Precisamos de pão, de cidadania, de moralidade... Mas acabo indo pra algum lugar porque vira festa. No primeiro jogo, fui pra casa de um casal de amigos. Ela trabalha comigo e ele é um ex-jogador de futebol, hoje empresário de jogadores. Já imaginou? Tem amiga minha que ama futebol e me pediu pra eu não torcer contra. Até mandei uma camisa pra ela muito legal. Fiz uma promoção da copa (não dá pra citar o produto), que tinha umas camisetas comemorativas de todas as copas em que o Brasil foi campeão. Peguei 2, uma pra ela e 1 pra uma outra pessoa, que já senti que não vou poder entregar. Acho que vai ficar pra próxima copa, quem sabe? No próximo jogo, vou pra minha cidade. Vou passar o fim de semana lá. Taí minha contribuição ao futebol brasileiro. Só pra não passar em branco.
Preciso contar uma coisa. Ontem fui, mais uma vez, ao show do Vander Lee, que eu gosto muito. Era gravação do primeiro DVD dele. E todo show de gravação demora muito, porque eles repetem as músicas que não ficaram boas. Sorte de quem gosta. E normalmente, nestes casos, o público presente é maioria convidado. E teve participação especialíssima do Zeca Baleiro. Pra alegria de todos. Eles cantaram 2 músicas. Uma do Vander Lee e uma inédita, parceria deles. As 2 eles repetiram. Vander Lee com o seu jeito simples de bom mineiro e hospitaleiro, cedeu o palco pro Zeca e ele cantou pra gente, Ópio. Uma alegria pra alma poder ouvir tão bela voz e letra. O show começou às 21:35h, saí de lá às 00:50h e ainda não tinha terminado. Tinha um aniversário de um amigo que não podia deixar de ir.
Quero falar uma outra coisa aqui. Fiquei chateada com a morte do carinha do Detonautas, Rodrigo Netto. Infelizmente, mais uma vítima de tanta violência urbana. Torço pra que a banda não termine, que eles tenham estrutura pra continuar. Gosto muito deles. Seria tão bom se estas coisas não acontecessem, né?
O Dia que não terminou (Detonautas) ...Tô tentando me encontrar,
6/12/2006 Dia dos Namorados
O Dia dos Namorados, também conhecido como Dia de São Valentim, é uma data internacional dedicada à celebração do amor entre casais de todas as idades. Este dia tão popular tem suas origens na Roma do século III, comandada pelo Imperador Cláudio II. O Imperador queria constituir um grande exército para suas campanhas de conquista, mas constatou que apenas os homens solteiros se alistavam voluntariamente. Incapaz de fazer as fileiras de seu exército crescer, Cláudio II proibiu o casamento entre jovens, sob pena de morte para quem descumprisse a ordem. Inconformado com a nova lei, o sacerdote Valentim decidiu celebrar casamentos clandestinamente. Assim, muitas uniões foram realizadas. Mas em uma fatídica noite, soldados do imperador interromperam uma cerimônia, capturando Valentim. O sacerdote foi julgado e condenado à morte, sendo executado no dia 14 de fevereiro. Desde então, celebra-se nesse dia o Valentine's Day em homenagem a São Valentim. No Brasil, comemoramos o Dia dos Namorados no dia 12 de junho. Não me pergunte porque, deve ser apenas uma data simbólica, convencionada por alguém.
Namorado: ter ou não, é uma questão (Artur da Távola) Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não renumeradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil, mas namorado mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduiche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinicius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhar quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'agua, show do Milton Nascimento, bosque enluarado, ruas de sonhos ou musicais da metro. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim-de-semana, na madrugada ou no meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a roupa mais leve e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fadas. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça.
As Sem-Razões do Amor (Carlos Drummond de Andrade)
Eu te amo porque te amo. Amor é dado de graça, Eu te amo porque não amo Amor é primo da morte,
6/10/2006 Procê. Hoje, 10 de junho. Parabéns!
6/9/2006 1 ano de blog!
6/5/2006 Mais notícias
Hoje faz 2 meses que meu Spike se foi. Tem horas que eu sinto uma saudade enorme dele. Às vezes acho que vou entrar em casa e dar de cara com ele na porta me esperando. Mas isso não acontece mais, o que me deixa um pouco triste.
O que me consola são os gatinhos que eu adoro.
Nas viagens, foi tudo bem. Ainda não consegui resolver meu problema no Rio mas, logo logo eu resolvo. Em Salvador, no trabalho deu tudo certo e ainda sobrou tempo pra diversão e muita comida boa e proibida. Sábado à tarde fomos (eu e o pessoal que estava trabalhando comigo) ao Mercado comprar coisas pra trazer (cocadas, farinha, camarão, etc...) e ao Pelourinho. No domingo fomos ao Farol da Barra, na Igreja do Bonfim e almoçamos na Dadá, que eu adoro. Muito bobó de camarão, muita mariscada, muita casquinha de siri e muito, muito dendê! Agora é 1 mês sem comer, rs rssss.
No hotel onde ficamos hospedados e onde aconteceu o trabalho, todas as salas de reunião têm nome de poetas, e a maioria portugueses. Parece perseguição!!! Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Jorge Amado entre outros. A secretaria do evento era na sala Luandino Vieira. Este eu não conhecia e fui pesquisar. Não gosto de ver/ouvir o nome de uma pessoa e não saber quem é ou quem foi. Luandino Vieira foi um escritor, nascido em Portugal, se tornou um cidadão angolano, foi preso e grande parte da sua obra foi escrita na prisão.
Queria falar umas outras coisas aqui, mas vou deixar pra lá... Hoje num tô muito boa. Ontem tive tempo pra pensar e acabo pensando em coisas que têm me incomodado, tanto no trabalho quanto no lado pessoal. Coisas que me deixam meio chateada, coisas que ainda não estão no lugar, coisas que me dão saudade, coisas... coisas e mais coisas, rs rssss. E a ansiedade vai lá em cima. Se eu resolver colocar a ansiedade num gráfico... A ansiedade desta semana é por causa... de nada. Melhor deixar quieto mesmo. Vai passar. Tudo passa. E eu espero que essa semana passe rápido, bem rápido. Tô doida pra chegar logo o domingo.
Quase um poema de amor - Miguel Torga
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