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9/30/2006

Amanhã é dia de eleição. Acho uma palhaçada esse direito obrigatório ao voto. Já que temos que ir, vamos votar consciente. O duro é escolher o menos pior. Pena que quem eu gosto, é candidato a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro. Daqui, fico torcendo por ele. Total admiração por Fernando Gabeira.
E o meu dia amanhã vai ser duro. Se eu tiver tempo, venho aqui contar a maratona da semana e do final de semana. Hoje tô pra lá de cansada. Vou dormir agora.
9/29/2006
Tenho tanta coisa pra falar e não consigo organizar meu pensamento. Penso, logo desisto, rs rssss. Penso e não saio do lugar. Nada acontece. Tô meio triste hoje. Melhor parar por aqui.
Só quero deixar isso procê:
9/24/2006
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VEM, PRIMAVERA
Vai embora, inverno, leva contigo o frio, a solidão, a saudade e deixa vir a primavera vestir a terra de flores, de verde, vida e cores. Vem, primavera: contigo renasce a vida, brota de novo a poesia, renova-se a esperança. Vem, primavera: lança sobre nós o sol, raio de luz, força e cor, essência de vida de nós, pequenos filhos da terra. Vem, primavera: abra sorrisos, corações, botões e céu. A festa da vida recomeça e eu te festejo, primavera. Luiz Carlos Amorim

A primavera chegou com chuva. O que importa é que veio, mais uma. E sempre com a esperança de dias melhores. Que nos traga flores, frutos, surpresas agradáveis, trabalho e muita coisa boa. Sempre, como deve ser.
Com ela, a certeza da aproximação do fim do ano. E começa a correria. Pra mim, muito trabalho. E com isso o cansaço. Sem reclamações. Boas perspectivas pela frente. Depois venho falar um pouco de trabalho, de coisas bacanas já agendadas.
Na vida pessoal, tudo caminhando. Ora com saudade ora alegre ora triste. Mas tá bom também. Tem acontecido coisas legais. Quando sobra tempo, é claro, rs rssss. Eu sei... eu sei que não deveria ser assim, mas por enquanto é o melhor que tá tendo!

Meu blog é destaque mais uma vez no Coisinhas e Tal. Dessa vez com desafio e tudo. Prometi doce de leite pra quem conseguisse comentar, porque a novela aqui no spaces continua. Parece que tá dando certo, rs rsss. Obrigada ao grupo.Obrigada a todos que deixam comentário pra mim. Obrigada a todos que vêm me visitar. Eu adoro ver vocês por aqui. E gosto mais ainda quando é surpresa.

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9/17/2006

Queria ter vindo aqui ontem, mas depois de várias tentativas sem sucesso, resolvi dormir. O spaces continua me incomodando.
Tinha coisa pra falar ontem, hoje já não quero falar mais. Até porque, tava boa mas perdi o humor agora à noite. Tudo bem. Já perdi um monte de coisa, o humor é o de menos.
Bom, tô passando mesmo só pra dizer um oi e pra desejar a todos isso que eu acabei de fazer:

9/11/2006
Eu adoro essa tirinha da Mafalda

Isso aí embaixo, encontrei no blog da Moonlight. Achei bonito e pedi pra copiar e colocar aqui.
Autorização dada, tá postado.

Eu te espero A porta continua aberta O braço permanece estendido O olhar perdido
E eu te espero...

Eu pulo as janelas Será que eu tô trancado aqui dentro? Será que você tá trancado lá fora? Será que eu ainda te desoriento? Será que as perguntas são certas? Então eu me tranco em você Eu me tranco em você E deixo as portas abertas (Trancado - Ana Carolina)
9/7/2006 
Hσנε é üм ∂iå Þяå ℓá ∂ε εşÞεciåℓ. Qυεяiå ţεя Þσ§ţå∂σ må¡§ cε∂σ;
Þяå våяiåя εsţσυ ţεήţåή∂σ Þσ§ţåя ∂εs∂ε às 14:00н ε ţá ∂åή∂σ Þåü åţé ågσяå.
Må§ ţåí. Pяå ήåσ Þåşşåя εм вяåήcσ.
Uм ∂iå ƒεℓiž, qüε şigήiƒicå мüiţσ Þяå мiм.
9/5/2006 
Recebi esse texto e achei muito bacana como o autor percebe os mineiros. Somos assim mesmo. E ainda tá faltando algumas coisas... O texto é longo mas vale a pena.
Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?
Felipe Peixoto Braga Netto
Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos - oh sina – para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.
Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral dos sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que as montanhas, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras?
É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso.
Um simples "mas" é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um "mas" nordestino, por exemplo. O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora?
Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.
Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.
Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...
Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas.
Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou?, dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.
Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro – metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido...
Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.
Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sôo (leia-se: sai dessa, é fria, etc).
O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.
Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: - Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.
Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.
Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.
Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.
Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas.
Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso de ir.
Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: - Ah, mãe, eu preciso de ir?
No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!
Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: - Ai, gente, que dó.
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras.
Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado. Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".
Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?
Ouço a leitora chiar: - Capaz... Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu agora? Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica: - Ah, nem...
O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?
A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...
Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto: - Você quer que eu "dou" um exemplo... Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos mineiros de conjugação. Mas que são uma gracinha, ah isso lá são.
Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.
Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...
Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.
Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: - Ah, fui lá comprar umas coisas... - Que' s coisa? - ela retrucará. Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.
Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: - Ele pôs a culpa "ni mim".
A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos já acostumados às ingênuas conjugações mineiras nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética e diz tudo.
Até o tchau em Minas é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?
Deve haver, por certo, outras expressões... A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam... Exigência: ser mineira. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha... Tudo.
Naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos mineiros, correr o risco de ser inexato, entendem?
E tá chegando mais um sete de setembro. Outra data importante pra mim. Nada a ver com patriotismo, já falei disso. Mais um dia pra comemorar. Um dia feliz!!!
9/3/2006
Queria ter vindo aqui antes contar dos shows, mas continua difícil atualizar isso aqui. O programa não ajuda em nada. Mas... vamo lá. Os shows foram ótimos. Estava vazio e o povo mais brigava do que assistia aos shows.
Quando cheguei já tinha começado Los Hermanos. Não foi muito bom, achei meio pobrinho. Depois foi a vez do Lulu Santos, que quando está com vontade, arrasa. E ele estava com vontade.
Depois, Paralamas do Sucesso. Apesar de eu não gostar muito, o show foi muito bom. Foi a primeira vez que assisti a um show deles pós acidente do Herbert Viana. E fiquei pensando em como a vida da gente e das pessoas muda. É diferente ver o cara dando show hoje assentado numa cadeira de rodas. É no mínimo estranho, pois não é essa a visão que eu tenho guardada dele. Por essas e por outras que tenho dito ultimamente, que devemos aproveitar tudo nessa vida. Não sabemos o dia de amanhã... Então, pra que perder tempo?
E conversando sobre isso com uma amiga ela me disse uma coisa bastante interessante: ... a gente dá pouco valor a tudo de bom que a gente tem... e a gente só se dá conta da importância dessas coisas quando nos passa perto a falta... e é engraçado que as pessoas quando passam por uma perda, elas ficam mais positivas, dão mais valor à vida... a gente não costuma podar uma árvore para que ela fique mais frondosa e dê melhores flores e frutos? Acho que de vez em quando, Deus poda pessoas.
Vale a pena pensar nisso.
Bom, e por último foi a vez de O Rappa. Sem dúvida, o mais esperado. O show foi pequeno mas foi muito bom. Depois deles ainda tinham mais 2 shows, mas já era meia-noite e eu não fiquei por lá.
Pra vocês deixo Lulu Santos, uma música velha, bem atual, que eu simplesmente adoro. E que me faz lembrar algumas coisas...

Acho que a música tá tocando!
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